“A Nação sorri – Vitória boa e incontestável do Flamengo”

A incógnita que fica, depois do jogo de ontem, é: como Alex Muralha teve chance na seleção brasileira e Vanderlei não? Melhor goleiro do país desde o ano passado, o santista foi fundamental para que o Flamengo não saísse da Ilhado Urubu com a vaga assegurada na semifinal da Copa do Brasil. Apesar de suas defesas, a Nação dormiu feliz. O Mengão ganhou, ganhou jogando bem.

Começamos a jogar bem antes mesmo do apito inicial. Criticado com deveras justiça, nos últimos tempos, Zé Ricardo fez excelente leitura do estilo de jogo do Santos. Surpreendeu ao escalar Pará no lugar de Rodinei. Instantes antes de a bola rolar, já à beira do gramado, justificou – queria que nossos laterais infiltrassem pelo meio, explorando os espaços no sistema defensivo do rival. E foi essa a tônica do jogo, principalmente no primeiro tempo: os 2 volantes deles “encaixotando” Diego, liberando o resto do Flamengo para avançar, com Jean Mota não dando conta das subidas de Pará e Berrío. O colombiano ainda se atrapalha, toma algumas decisões equivocadas, mas foi o melhor do Mengo em campo. Só não marcou por causa de Vanderlei.

Para atravessar o paredão, apenas através de bolas indefensáveis. E assim o Mais Querido fez a Ilha do Urubu explodir pela primeira vez. Com liberdade para fazer o pivô, Guerrero deu lindo toque para Éverton, que passou facilmente pela marcação e acertou grande chute, com o pé “ruim”. Por ordem de Zé Ricardo, a partir daí o time deu uma desacelerada. Provavelmente para não correr o risco de sofrer o temido gol dentro de seus domínios.

O Santos passara a necessitar tomar as ações do jogo, e o Flamengo se comportou bem, diante do quadro, no segundo tempo. Viu Vanderlei impedir um golaço de bicicleta de Berrío, e o bandeira anular corretamente um gol de Copete, na melhor chance deles na partida. A maldita regra do gol fora transforma o futebol. Faz o 0x0 em casa parecer melhor que o 2×1, dá ao 1×0 aspecto de goleada. Mas 1×0, nesse jogo, ainda era pouco.

A justiça foi feita em um golaço de Cuéllar, novo queridinho da torcida e imprensa. O volante não desempenhava grande atuação, entregou 2 contra-ataques em curto intervalo de tempo, porém – agora ainda mais – está com status de super-herói. Não por mérito próprio, mas pelo fraco parâmetro estabelecido por Willian Arão, Rômulo e, principalmente, Márcio Araújo. Nosso camisa 8 teve liberdade total para avançar com a bola, concedida pelo meio-campo adversário. Assim fez, diversas vezes, complicando-se, sozinho, em todas elas. Não era jogo para testar Ronaldo, mas o garoto pede passagem.

Quem deveria ter sido testado lá no começo do ano é Juan. Conhecemos ele desde o princípio da carreira. É craque de bola, um dos melhores zagueiros do planeta nos últimos 20 anos. Não “aguentou o tranco” no início do Brasileiro do ano passado, é verdade, mas impressiona o quão tem jogado bem. Deixou o gramado sentindo a coxa e não conseguirá disputar todas as partidas, mas pode ser extremamente importante ao Flamengo, mesmo nessa maratona que é o calendário do futebol brasileiro.

No ataque, novamente o time enfrentou dificuldades para fazer gols. Dessa vez fica difícil dizer se foi a incompetência de sempre ou a excelência do goleiro rival. Apesar de não ter marcado, Berrío vem reconstruindo a imagem com o torcedor. Ainda enfurece em uma série de lances, mas tem algo que rubro-negro adora e admira: é raçudo, vibra.

“Ah, mas por que o blogueiro faz questão de falar tanto do Vanderlei?”

Por dois motivos. Primeiramente, porque se não fosse esse infeliz, o Flamengo talvez tivesse construído uma goleada. Em segundo lugar, pela necessidade de abrir os olhos à importância de contar com um grande goleiro. Ao sair pessimamente em cruzamento, vindo da direita do ataque do Santos, Thiago cometeu um erro crasso – parelho aos de Alex Muralha – pelo terceiro jogo consecutivo. Sorte nossa que, mais uma vez, a falha não comprometeu. Bom também para ele, que segue tendo “tranquilidade” para amadurecer.

A segunda prioridade da diretoria rubro-negra, hoje, deveria ser buscar um bom goleiro. Atrás apenas de reavaliar – e reduzir – o preço dos ingressos para a Ilha do Urubu.

Maravilhoso saber que o senhor da foto – beneficiário da gratuidade ou não – voltou para casa com um sorriso no rosto. No Dia Internacional do Orgulho LGBT, nada melhor – e mais justo – que uma boa vitória do nosso Flamengo. Aquele que é, e sempre há de ser, o clube de todos.

Marcos Almeida

Fonte: Nosso Flamengo

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Fonte: Coluna do Flamengo

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